MYCO’ESSENCIAL

Acesse informações essenciais sobre micotoxinas para melhor compreendê-las.

Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo secundário de fungos (bolores).
O mofo pode se desenvolver desde o CAMPO até o ARMAZENAMENTO.

DESENVOLVIMENTO

Diversos fatores influenciam o desenvolvimento de fungos e micotoxinas. Um fungo pode produzir várias micotoxinas, e uma mesma micotoxina pode ser produzida por diferentes fungos.

As micotoxinas podem ser classificadas em duas categorias.

Micotoxinas de armazenamento

Micotoxinas de campo

Algumas micotoxinas podem ser micotoxinas tanto de campo quanto de armazenamento.

SOBRE OS ANIMAIS

As micotoxinas apresentam uma ampla variedade de mecanismos de ação e efeitos tóxicos. Desde a contaminação crônica (ingestão repetida de pequenas quantidades) até o envenenamento agudo (ingestão de uma grande quantidade em um curto período), elas degradam o desempenho, impactando negativamente os resultados econômicos.
As matérias-primas são frequentemente contaminadas por diversas micotoxinas; isso é conhecido como policontaminação.
A subintoxicação crônica pode ser tão prejudicial quanto o envenenamento agudo devido aos efeitos sinérgicos entre certas moléculas.
O impacto na imunidade é considerado o efeito mais significativo das micotoxinas nos animais.
As micotoxinas comprometem o sistema imunológico em vários níveis, enfraquecendo os animais e levando à diminuição do desempenho. A toxicidade varia de uma micotoxina para outra, e a sensibilidade às micotoxinas depende da duração da exposição, da dose, da espécie e do estágio fisiológico.

EFEITOS DAS MICOTOXINAS NA SAÚDE E NO DESEMPENHO ANIMAL

As micotoxinas mascaradas são micotoxinas que foram modificadas pela planta após serem produzidas pelo fungo.

MODELO DE DESENVOLVIMENTO

São transformações químicas realizadas pela planta que ligam a micotoxina a outra molécula.

MÉTODOS DE ANÁLISE

As micotoxinas mascaradas são difíceis de detectar usando técnicas analíticas convencionais porque sua estrutura se altera dentro da planta.
No entanto, em alguns casos, as micotoxinas mascaradas podem ser detectadas por métodos analíticos específicos quando sua estrutura é conhecida e um padrão analítico está disponível.

TOXICIDADE

Em geral, as micotoxinas mascaradas, quando conjugadas, apresentam menor toxicidade do que a micotoxina original.

A estrutura das micotoxinas mascaradas leva a uma subestimação do conteúdo total de micotoxinas da amostra.

BIODISPONIBILIDADE

As micotoxinas mascaradas podem ser conjugadas (extraíveis) ou ligadas (não extraíveis). As micotoxinas conjugadas permanecem ativas porque podem ser liberadas por hidrólise durante a digestão ou certos processos industriais, como a fermentação. Dessa forma, elas retornam à sua forma inicial de toxina “desmascarada”.

EXEMPLOS

O deoxinivalenol pode se conjugar com a glicose para formar uma micotoxina mascarada, D3G, deoxinivalenol-3-(beta)-D-glucopiranosídeo.
De forma semelhante, Z14G, zearalenona 14-(beta)-D-glucopiranosídeo, é uma micotoxina mascarada derivada da zearalenona.

PANORAMA

As micotoxinas mascaradas derivadas de deoxinivalenol, zearalenona e fumonisinas são atualmente as mais estudadas; no entanto, todas as micotoxinas são potencialmente mascaradas.
As associações mais conhecidas são com açúcares, mas são necessários mais estudos para esclarecer as possibilidades de complexação com outros tipos de moléculas.

AUDITORIA

As micotoxinas são invisíveis e inodoras, o que dificulta sua detecção em animais, pois a contaminação causa sintomas que podem ser explicados por outros fatores.
No nível do fabricante de ração, é realizada uma avaliação de risco de micotoxinas.
Na pecuária, quando o desempenho animal é prejudicado, deve-se seguir uma metodologia de diagnóstico para estabelecer uma ligação com a contaminação por micotoxinas.

RISCO POR CONTA DO FABRICANTE

Matérias-primas
O risco de contaminação por micotoxinas varia de uma matéria-prima para outra (consulte as fichas técnicas dos produtos alimentícios relevantes).
Por exemplo, o milho em grão apresenta um risco maior de contaminação por micotoxinas do tipo Fusarium do que o trigo.

Os anos
Dependendo das condições climáticas, o risco de contaminação por micotoxinas varia muito de ano para ano.

Plano de Controle
Para avaliar o risco de uma colheita em uma área de coleta, os fabricantes de ração implementam um plano de controle para as matérias-primas armazenadas e processadas em suas fábricas. O plano de controle define uma frequência de amostragem para as matérias-primas de alto risco que devem ser analisadas.

RISCO NA PECUÁRIA

Na criação, o diagnóstico de micotoxinas passa por três etapas-chave a respeitar :

1. Identificação de um rebanho cujo desempenho está em queda.

2. Mycotoxins Risk Evaluator :
ferramenta rápida (< min) de avaliação do risco de micotoxinas no rebanho em questão.

3. Análises: a ração ou as matérias-primas de risco são analisadas para confirmar o diagnóstico.

PREVENÇÃO

Diferentes métodos de prevenção do risco de micotoxinas na alimentação animal existem. É a sua combinação que permite reduzir o risco de forma significativa. Esses métodos não permitem descontaminar as matérias-primas, mas reduzir o risco de contaminação por micotoxinas.

NO CAMPO

A redução do risco de contaminação por micotoxinas no campo passa pelo controle do desenvolvimento da fusariose.

Rotação de culturasO risco de fusariose é muito elevado em caso de monocultura. Os cultivos anteriores de milho/sorgo aumentam consideravelmente o risco de fusariose. Rotações longas e variadas permitem reduzir significativamente o risco de fusariose e, portanto, de micotoxinas de campo.

Trabalho do soloA qualidade do trabalho do solo e a profundidade de enterramento dos resíduos de cultura influenciam o desenvolvimento do Fusarium de uma cultura para outra. Na ausência de trabalho do solo, o risco do aumento da fusariose e, portanto, das micotoxinas é máximo.

Seleção de variedades resistentes à fusariosePara o milho, é muito importante selecionar variedades com um potencial de tardividade adaptado às condições locais.

Controle fitossanitárioA aplicação de fungicidas no momento certo e na dose adequada permite reduzir o desenvolvimento da fusariose. É igualmente essencial combater os insetos perfuradores (ex: piralha do milho) que aumentam consideravelmente o risco de fusariose.

NA COLHEITA

Condições de colheitaControlar a maturidade do grão e as condições de higroscopicidade. Para o milho, a data de colheita é um fator de risco específico em relação aos cereais de palha: quanto mais tardia for a colheita, maior poderá ser o teor de fusariotoxinas.

NO ARMAZENAMENTO

Condições de pré-armazenamento e armazenamentoAs condições de temperatura, umidade e a presença de insetos devem ser rigorosamente controladas para limitar o desenvolvimento de fungos do tipo Aspergillus e Penicillium, produtores de micotoxinas de armazenamento. O uso de conservantes no armazenamento permite restringir o desenvolvimento fúngico e, portanto, a produção de micotoxinas. A limpeza regular dos silos pode eliminar determinados bolores que se desenvolveram anteriormente.

NA FORMULAÇÃO

A introdução das matérias-primas de maior riscoDeve ser limitada (exemplo do milho) especialmente para as fases mais sensíveis (ex.: porca, creche…).

OS DIFERENTES MEIOS DE COMBATE

O objetivo dos tratamentos é reduzir a concentração de micotoxinas após a implementação das medidas de redução do risco (ver « PREVENÇÃO »).

Térmico
As micotoxinas são resistentes aos tratamentos térmicos mesmo a altas temperaturas (autoclavagem, água fervente, torrefação, aquecimento por micro-ondas…). Um tratamento a 150 °C reduz apenas em 20% a presença de patulina, nenhuma perda de FB1 é detectada após imersão em água fervente por 30 minutos e secagem por 24 horas a 60° C, etc.

Químico
Algumas micotoxinas podem ser destruídas com hidróxido de cálcio, monoetilenoamina, ozônio ou amônia. No entanto, o uso desses produtos frequentemente torna as matérias-primas inutilizáveis para os animais, além de ser restritivo (instalações específicas), oneroso e poluente.

Físico
O tratamento físico após a colheita inclui técnicas de separação e triagem, flotação e segregação por densidade, irradiação por UV e tratamento por ultrassom. A eficácia dessas técnicas depende do nível de contaminação e frequentemente causa grande perda de produto.

UTILIZAÇÃO DE CAPTORES

CAPTORES

Apesar de todas as precauções tomadas, o risco de contaminação nas matérias-primas não é nulo. Nesse caso, as matérias-primas contaminadas são distribuídas aos animais. O último recurso é portanto agir sobre a redução da absorção das micotoxinas pelos animais.

DEFINIÇÃO: Um captor é uma substância indigerível destinada a reduzir a absorção das micotoxinas pelos animais.

MODO DE AÇÃO: O captor fixa as micotoxinas antes do trato digestivo. Dessa forma, as micotoxinas não são absorvidas no nível intestinal e, portanto, não podem ter efeitos prejudiciais à saúde dos animais.

OS TRICOTECENOS DO TIPO A

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável conforme a micotoxina

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium sporotrichioides
Fusarium poae
Fusarium graminearum
Fusarium avenaceum
Fusarium culmorum
Fusarium langsethiae
Fusarium tricinctum
Fusarium solani
Fusarium equiseti

MICOTOXINAS

Diacetoxiscirpenol (DAS)15-acetoxiscirpenol
Toxina T-2 (T-2)
Toxina HT-2 (HT-2)T-2 TetraolT-2 TriolVerrucarol

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Polares, não ionizáveis, rígidas, estrutura globular.

ALIMENTOS AFETADOS

Milho, aveia, trigo, cevada, arroz, centeio, nozes, tomate.

ZONAS GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Frequente
América do Sul ……………….Frequente
Europa – Rússia…………………Frequente
África – Oriente Médio ……….Pontual
Ásia do Norte ……………………..Frequente
Ásia do Sudeste …………………Pontual

  • A toxicidade das moléculas da família dos tricotecenos A classifica-se nesta ordem: HT-2 ≈ T-2 < DAS.
  • Os tricotecenos são considerados de cinco a dez vezes mais tóxicos que o deoxinivalenol, dependendo da espécie em questão.
  • Os tricotecenos contaminam os cereais, mas também as frutas, como as bananas.

DIACETOXISCIRPENOL

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 310.8 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistema digestivo
Mecanismos celulares
• Citotóxico para os tecidos com
alta proliferação ou alta atividade
metabólica

Efeitos fisiológicos• Imunodepressão• Ulceração das mucosas lingual, gengival e bucal

SintomasRedução da ingestão, crescimento lento, diarreias, anemia, sangramento e hematomas, infertilidade, abortos, fraca resposta vacinal, maior sensibilidade a infecções.

Redução da ingestão e distúrbios intestinais.

Lesões orais, necrose do trato digestivo e dos tecidos linfoides.

Lesões das mucosas bucais, redução da ingestão até recusa alimentar.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A DAS também é conhecida pelo nome anguidina.
  • Os efeitos da DAS aparecem mais precocemente e em doses menores do que os da T-2.
  • A DAS tem efeitos sinérgicos com a T-2 e as Alfa.

TOXINA T-2

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 395.4 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistemas imunológico e digestivo, epiderme

Mecanismos celulares• Poderoso agente citotóxico para os sistemas digestivo, linfoide e hematológico• Indução da morte das células Natural Killer, das células humorais e dos linfócitos T (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos• Ulceração das mucosas: hemorragias e necroses gastrointestinais• Necroses da medula óssea e do baço• Imunodepressão

SintomasBaixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, vômitos, diarreias, redução da ingestão, dermatites, distúrbios reprodutivos.

Redução da ingestão e distúrbios intestinais (enterites).

Hemorragias gastrointestinais que resultam em má aproveitamento da ração.

Lesão das mucosas bucais, redução da ingestão.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A T-2 é a micotoxina mais tóxica para a medula espinhal.
  • A T-2 é mais tóxica que a DON
  • A T-2 tem efeitos sinérgicos com a DAS, a DON, as OCRA e as Alfa.

TOXINA HT-2

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 357.7 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistemas imunológico e digestivo, epiderme

Mecanismos celulares
• Poderoso agente citotóxico para os sistemas digestivo, linfoide e hematológico
• Indução da morte das células Natural Killer, das células humorais e dos linfócitos T (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Ulceração das mucosas: hemorragias e necroses gastrointestinais
• Necroses da medula óssea e do baço
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, vômitos, diarreias, redução da ingestão, dermatites, distúrbios reprodutivos.

Redução da ingestão e distúrbios intestinais (enterites).

Hemorragias gastrointestinais resultando em mau aproveitamento da ração.

Lesão das mucosas bucais, redução da ingestão.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A HT-2 é mais tóxica que a DON
  • A HT-2 é produzida a partir da T-2

OS TRICOTECENOS DO TIPO B

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium graminearum (roseum)
Fusarium culmorum
Fusarium nivale
Fusarium poae
Fusarium equiseti
Fusarium crookwellense
Fusarium acuminatum
Fusarium sambucinum

MICOTOXINAS

Deoxinivalenol (DON)
15-O-acetil Deoxinivalenol (15-ADON)
3-acetil Deoxinivalenol (3-ADON)
Desepóxi Deoxinivalenol (DOM-1)
Fusarenona X
Nivalenol (NIV)

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Polares, não ionizáveis, rígidas e com estrutura globular.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, trigo, cevada, arroz, centeio, aveia, nozes e tomate.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Frequente
América do Sul …………………Frequente
Europa – Rússia ………………..Frequente
África – Oriente Médio ………..Frequente
Ásia do Norte …………………..Muito frequente
Sudeste Asiático ………………..Frequente


  • A toxicidade das moléculas da família dos tricotecenos B segue a seguinte ordem:
    3-ADON < DON < NIV = 15-ADON.

  • Os tricotecenos são constituídos por um esqueleto tricíclico chamado tricotecano, daí a origem do seu nome.

  • Os tricotecenos do grupo B se diferenciam do grupo A pela presença da função cetona no carbono 8.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 231.8 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvos
• Sistemas digestivo e imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição do alongamento da cadeia proteica
• Indução da morte de células Natural Killer, macrófagos e linfócitos T e B (células imunológicas)

Efeitos fisiológicos
• Alteração da função de barreira intestinal
• Redução da superfície de absorção intestinal
• Imunodepressão
• Interação com o hormônio de crescimento (IGF-1)
• Perturbação do equilíbrio químico do sistema nervoso

Sintomas
Redução da ingestão alimentar, diarreias, distúrbios reprodutivos, baixa eficácia vacinal e maior sensibilidade a infecções.

Nervosismo, redução da ingestão, degradação do índice de conversão alimentar, diarreias, vômitos, recusa do alimento.

En absence d’acidose, detoxification partielle de la DOM et DOM-1
par les protozoaires suivi d’une chute de la population des protozoaires ; mauvaise valorisation de la ration, diminution de la production et de la qualité du lait, troubles immunitaires.

Degradação do índice de conversão alimentar, má qualidade da casca, redução da produção de ovos.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A DON é uma das toxinas mais conhecidas e difundidas no mundo.
  • Devido às suas propriedades vomitivas em suínos, a DON também é chamada de vomitoxina.
  • Há uma forte sinergia entre a DON e a FB1 na integridade da mucosa intestinal e na imunidade.
  • La DON a des effets de synergie avec la T-2 et les AFLA.

DEOXYNIVALENOL

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DAS MICOTOXINAS

15-0-acétyl-déoxynivalénol

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 269.8 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistemas digestivo e imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição do alongamento da cadeia proteica
• Indução da morte das células Natural Killer, macrófagos e linfócitos T e B (células imunológicas)

Efeitos fisiológicos
• Alteração da função de barreira intestinal
• Redução da superfície de absorção intestinal
• Imunodepressão
• Redução do hormônio de crescimento (IGF-1)
• Perturbação do equilíbrio químico do sistema nervoso

Sintomas
Redução da ingestão alimentar, diarreias, distúrbios reprodutivos, baixa eficácia vacinal e maior sensibilidade a infecções.


Nervosismo, redução da ingestão alimentar, piora do índice de conversão alimentar, diarreias e vômitos.


Mau aproveitamento da ração, redução da produção e da qualidade do leite e distúrbios imunológicos.


Piora do índice de conversão alimentar, má qualidade da casca e redução da produção de ovos.

Escala não válida em caso de policontaminação.


  • A 15-ADON é pelo menos duas vezes mais tóxica que o DON.

  • Existe uma forte probabilidade de presença de 15-ADON quando o DON é detectado em uma matéria-prima.

NIVALENOL

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DAS MICOTOXINAS

CARACTÉRISTIQUES PHYSICOCHIMIQUES

Volume molar: 229.8 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistemas digestivo e imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição do alongamento da cadeia proteica
• Indução da morte celular
• Indução da morte das células Natural Killer, macrófagos e linfócitos T e B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Alteração da função de barreira intestinal
• Redução da superfície de absorção intestinal
• Imunodepressão
• Redução do hormônio de crescimento (IGF-1)
• Perturbação do equilíbrio químico do sistema nervoso

Symptômes
Baisse d’ingestion, diarrhées, troubles de la reproduction, faible efficacité vaccinale, sensibilité accrue aux infections.


Nervosismo, redução da ingestão alimentar, piora do índice de conversão alimentar, diarreias e vômitos.


Mau aproveitamento da ração, redução da produção e da qualidade do leite e distúrbios imunológicos.


Piora do índice de conversão alimentar, má qualidade da casca e redução da produção de ovos.

Escala não válida em caso de policontaminação.


  • O NIV é pelo menos duas vezes mais tóxico que o DON.

  • O NIV é o tricoteceno B mais frequente depois do DON.

AS FUMONISINAS

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium proliferatum
Fusarium verticillioides (moniliforme)

MICOTOXINAS

Fumonisina B1 (FB1)
Fumonisina B2 (FB2)
Fumonisina B3 (FB3)
Fumonisina B4 (FB4)

DESENVOLVIMENTO

Entre 5 e 40 °C.
F. verticillioides apresenta desenvolvimento ideal entre 25 e 30 °C.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Polares, ionizáveis, flexíveis, com amplas possibilidades de rotação,
família que compreende as maiores micotoxinas.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, trigo, cevada, arroz, centeio, aveia, nozes, tomate, sorgo e milheto.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ……….Muito frequente
América do Sul …………………Frequente
Europa – Rússia ………………..Frequente
África – Oriente Médio ….Muito frequente
Ásia do Norte …………………..Muito frequente
Sudeste Asiático ……………..Muito frequente


  • A toxicidade das moléculas da família das fumonisinas segue a seguinte ordem:
    FB3 < FB2 < FB1.

  • As fumonisinas podem ser detectadas por meio de um biomarcador: a relação esfingosina/esfinganina.

  • As fumonisinas são classificadas como carcinogênicas do grupo 2B pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC).

A FUMONISINA B1

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 575.1 ± 3.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Foie, cerveau

Mecanismos celulares
• Inibição do metabolismo lipídico (exemplo das esfingosinas no fígado)
• Diminuição da renovação das células epiteliais
• Indução da morte das células Natural Killer, fagócitos e linfócitos B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Necrose do fígado e dos rins
• Lesões do sistema nervoso central
• Alteração da função de barreira intestinal
• Redução da superfície de absorção intestinal
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, perda de apetite, letargia, distúrbios respiratórios.

Hepatopatias, tumores, edemas pulmonares.

Sem degradação das fumonisinas no rúmen, mau aproveitamento da ração

Pico de mortalidade, paralisia, baixo crescimento.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A FB1 é encontrada principalmente no milho.
  • Há uma forte sinergia entre a DON e a FB1 na integridade da mucosa intestinal e na imunidade.
  • A criação de patos gordos baseia-se na ingestão de grande quantidade de milho durante o gavage, que pode conter altas doses de fumonisinas com efeito hepatotóxico.
  • A FB1 é responsável pela leucoencefalomalácia em equinos.
    Hepatopatias, tumores, edemas pulmonares.

A FUMONISINA B2

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DAS MICOTOXINAS

CARACTÉRISTIQUES PHYSICOCHIMIQUES

Volume molaire : 577.3 ± 3.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Fígado, cérebro

Mecanismos celulares
• Inibição do metabolismo lipídico (exemplo das esfingosinas no fígado)
• Diminuição da renovação das células epiteliais
• Indução da morte das células Natural Killer, fagócitos e linfócitos B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Necrose do fígado e dos rins
• Lesões do sistema nervoso central
• Alteração da função de barreira intestinal
• Redução da superfície de absorção intestinal
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, perda de apetite, letargia, distúrbios respiratórios.


Hepatopatias, tumores e edemas pulmonares.


Ausência de degradação das fumonisinas no rúmen e baixo aproveitamento da ração.


Pico de mortalidade, paralisia e baixo crescimento.

Escala não válida em caso de policontaminação.

  • A FB2 é menos tóxica que a FB1, pois um grupo hidroxila está ausente em sua estrutura.
  • Em caso de detecção de FB1, recomenda-se multiplicar o teor detectado por um fator de 1,2 para considerar a contaminação associada de FB2 (FB2 = 20% da contaminação de FB1).

AS ZEARALENONAS

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium graminearum (roseum)
Fusarium culmorum
Fusarium sporotrichioides
Fusarium semitectum
Fusarium equiseti
Fusarium crookwellense

MICOTOXINAS

Zearalenona
α-Zearalenol
α-Zearalanol
β-Zearalenol
β-Zearalanol

DESENVOLVIMENTO

A produção de zearalenona é muito baixa a 32 °C e máxima a 20 °C,
com variações entre as cepas produtoras.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polares, não ionizáveis e flexíveis
(com possibilidades de rotação).

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, cevada, arroz, aveia, centeio, sorgo, soja e trigo.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Pontual
América do Sul …………………Frequente
Europa – Rússia ………………..Pontual
África – Oriente Médio ………..Pontual
Ásia do Norte …………………..Frequente
Sudeste Asiático ………………..Frequente


  • As ZEA possuem uma estrutura semelhante à dos estrogênios, provocando hiperestrogenismo.

  • O potencial estrogênico pode ser classificado na seguinte ordem:


    β-Zearalenol < Zearalenona < α-Zearalanol < α-Zearalenol

  • As vacas leiteiras são sensíveis à zearalenona, pois os metabólitos resultantes da atividade do rúmen (α-Zearalanol) são de quatro a dez vezes mais tóxicos que a própria zearalenona.

ZEARALENONA

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 272.3 ± 3.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Aparelho reprodutor

Mecanismos celulares
• Ocupação dos receptores estrogênicos no útero, nas glândulas mamárias e no fígado.

Efeitos fisiológicos
• Hiperestrogenismo
• Graves distúrbios reprodutivos
• Disfunção do aparelho reprodutor (vulvas, glândulas mamárias e útero) causando mortalidades embrionárias
• Distúrbios peripartum


Vermelhidão e inchaço vulvar e mamário, redução da prolificidade das matrizes, redução da quantidade e da qualidade do sêmen, feminização de machos jovens (aumento dos tetos, atrofia testicular e inchaço do prepúcio).


Mortalidade embrionária, numerosos retornos ao cio e cistos ovarianos.


Baixa fertilidade e eclodibilidade, crescimento deficiente da prole e redução da produção de ovos.

Escala não válida em caso de policontaminação.

  • A estrutura da ZEA é suficientemente flexível para permitir uma conformação capaz de se ligar aos receptores de estrogênio dos mamíferos, onde atua como agonista.
  • A ZEA pode estar presente em grandes quantidades quando o milho é cultivado em condições temperadas, como em regiões de altitude.
  • A ZEA é regularmente observada na presença de DON, NIV e FUM: policontaminação.

AS AFLATOXINAS

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Aspergillus flavus
Aspergillus parasiticus
Aspergillus nomius
Aspergillus pseudotamarii

MICOTOXINAS

Aflatoxina B1 (AFB1)
Aflatoxina B2 (AFB2)
Aflatoxina M1 (AFM1)
Aflatoxina M2 (AFM2)

DESENVOLVIMENTO

Entre 12 e 40 °C

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polares: possíveis movimentos eletrônicos, não ionizáveis, rígidas e relativamente planas.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, trigo, cevada, aveia, amendoim e frutas secas, centeio, arroz e soja.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Pontual
América do Sul ………..Muito frequente
Europa – Rússia ……………………Raro
África – Oriente Médio ….Muito frequente
Ásia do Norte ……………………….Raro
Sudeste Asiático ………………..Frequente


  • A toxicidade das moléculas da família das aflatoxinas segue a seguinte ordem:


    AFG2 < AFB2 < AFG1 < AFM1 < AFB1

  • A micotoxicologia começou com as aflatoxinas, descobertas durante um episódio tóxico ocorrido em criações de perus em 1960, na Inglaterra (Turkey X disease).

  • As aflatoxinas são classificadas como carcinogênicas do grupo 1 pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC).

  • O nome aflatoxina deriva do fungo produtor Aspergillus flavus.

AFLATOXINE B1

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 199.5 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Fígado, sistema imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de DNA e RNA
• Diminuição da atividade das enzimas digestivas
• Diminuição da atividade dos linfócitos T e fagócitos (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Hepatotoxicidade
• Diminuição da digestão dos lipídeos
• Diminuição das funções renais
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, redução da ingestão, diminuição da eficiência alimentar.

Distúrbios hepáticos, agalaxia, abortos.

Aumento das células somáticas no leite, transformação da AFB1 em AFM1 no fígado, contaminação do leite.

Muito hepatotóxico em patos, redução da produção de ovos, problemas nas patas, embriotoxicidade.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A AFB1 é a mais tóxica das Aflatoxinas.
  • Devido ao seu caráter cancerígeno, a AFB1 está sujeita a regulamentação. Na Europa, os limites máximos no alimento são de 5 ppb (vacas leiteiras), 20 ppb (suínos e aves) e 50 ppb (ruminantes não leiteiros).
  • A AFB1 tem efeito sinérgico com T-2, DAS, DON e OTA.
  • É chamada de Aflatoxina “B” pois emite uma luz “azul” sob raios ultravioleta.

AFLATOXINE B2

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 206.2 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Fígado, sistema imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição da atividade dos fagócitos e linfócitos T e B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Hepatotoxicidade
• Atrofia dos órgãos linfoides

Sintomas
Redução da ingestão alimentar, atitude prostrada, baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções.

Distúrbios hepáticos, alteração do índice de conversão alimentar.

Aumento das células somáticas no leite, contaminação do leite.

Muito hepatotóxico em patos, redução da produção de ovos, problemas nas patas, embriotoxicidade.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A AFB2 é cerca de 5 vezes menos tóxica que a AFB1.

AFLATOXINE M1

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 196.7 ± 5.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Foie, système immunitaire

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de DNA e RNA
• Diminuição da atividade das enzimas digestivas
• Inibição da atividade dos fagócitos e linfócitos T e B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Hepatotoxicidade
• Diminuição da digestão dos lipídeos
• Diminuição das funções renais
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, redução da ingestão, diminuição da eficiência alimentar.

Transferência média de 0,3 a 6% de AFB1 em AFM1 no leite, possível exposição do bezerro.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • A AFM1 é comumente chamada de Milk Aflatoxin 1
  • A AFM1 é a única micotoxina significativamente transferida para o leite
  • Devido ao seu caráter cancerígeno, a AFM1 é uma micotoxina regulamentada no leite:
    0,05 ppb na Europa
    0,5 ppb nos Estados Unidos
  • Apenas o consumo de leite ou de alguns de seus coprodutos expõe à AFM1

AS OCRATOXINAS

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Penicillium verrucosum (viridicatum)
Aspergillus ochraceus
Aspergillus carbonarius

MICOTOXINAS

Ocratoxina A (OTA)
Ocratoxina B (OTB)
Ocratoxina C (OTC)
Ocratoxina α
Ocratoxina β

DESENVOLVIMENTO

Entre 8 e 37 °C para Aspergillus ochraceus, com ótimo entre 24 e 31 °C.
Entre 0 e 31 °C para Penicillium verrucosum, com ótimo a 20 °C.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polares: movimentos eletrônicos em duas zonas, ionizáveis, flexíveis (amplas possibilidades de rotações).

ALIMENTOS AFETADOS

Uva, café, trigo, milho, centeio, cevada, aveia, arroz, soja, cacau, feijão, ervilha.

ZONAS GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Pontual
América do Sul ……………………. Raro
Europa – Rússia…………………Frequente
África – Oriente Médio ……….Pontual
Ásia do Norte ……………………..Pontual
Ásia do Sudeste …………………Pontual

  • A toxicidade das moléculas da família das Ocratoxinas é classificada nesta ordem: OTB <OTA
  • O vinho e o suco de uva podem ser contaminados pelas Ocratoxinas.
  • O nome Ocratoxinas vem do fungo produtor Aspergillus ochraceus.

OCHRATOXINE A

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 283.2 ± 3.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Rins, sistema imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de glicose nos rins
• Alteração das enzimas hepáticas
• Indução da morte das células Natural Killer e linfócitos B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Ação potente nos rins (nefrites)
• Regressão do timo
• Efeito diabetogênico
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, insuficiência renal, atitude prostrada, tremores e diminuição dos reflexos.

Lesões renais, uremia.

Degradação parcial da ocratoxina A pelos protozoários na ausência de acidose em fenilalanina e ocratoxina α (menos tóxica) ou em ocratoxina β (mais tóxica). Distúrbios imunitários e cancerígenos importantes.

Alteração do índice de conversão alimentar e da produção de ovos, depósito de urato na cavidade abdominal e nas articulações.

Escala não válida em caso de Policontaminação.

  • As ocratoxinas são classificadas como cancerígenas do grupo 2B pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC).
  • Les OCHRA ont des effets synergiques
    avec les AFLA et la T-2.

OCHRATOXINE B

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 271.2 ± 3.0 cm3

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Rins, sistema imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de glicose nos rins
• Alteração das enzimas hepáticas
• Indução da morte das células Natural Killer e linfócitos B (células imunitárias)

Efeitos fisiológicos
• Ação potente nos rins (nefrites)
• Regressão do timo
• Efeito diabetogênico
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, insuficiência renal, atitude prostrada, tremores e diminuição dos reflexos.


Lesões renais e uremia.


Distúrbios imunológicos e importantes efeitos carcinogênicos.


Alteração do índice de conversão alimentar e da produção de ovos, depósito de urato na cavidade abdominal e nas articulações.

Escala não válida em caso de policontaminação.


  • A ocratoxina B é um derivado da ocratoxina A, sendo seu análogo desclorado.

  • As ocratoxinas apresentam efeitos sinérgicos com as AFLA e a T-2 em frangos.

ALCALOIDES DO ERGOT

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DAS MICOTOXINAS

O átomo cinza é um radical variável de acordo com a micotoxina.

FUNGOS PRODUTORES

Claviceps purpurea
Claviceps paspali
Claviceps africana
Claviceps fusiformis
Claviceps cyperi

MICOTOXINAS

Ergocornina
Ergocristina
Ergocriptina
Ergometrina
Ergosina
Ergotamina

DESENVOLVIMENTO

Temperatura em torno de 20 °C
(primavera fresca e úmida).

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Da ergolina: moderadamente polar, com possíveis movimentos eletrônicos,
ionizável dependendo do substituinte, rígida e relativamente plana.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Centeio, cevada, trigo, aveia e coprodutos.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Pontual
América do Sul …………………….Rara
Europa – Rússia ………………..Pontual
África – Oriente Médio ………..Frequente
Ásia do Norte …………………..Pontual
Sudeste Asiático ………………..Pontual


  • Todos os alcaloides do ergot são baseados em uma estrutura tetracíclica chamada ergolina.

  • Os alcaloides estão contidos nos escleródios (massas miceliais endurecidas), com formas, dimensões e cores variáveis conforme as matérias-primas contaminadas.

  • O tamanho dos escleródios dificulta sua separação nos grãos e cereais.

  • Os ergopeptídeos atuam como agonistas da dopamina (hormônio do prazer).

ERGOCORNINE, ERGOCRISTINE, ERGOCRYPTINE, ERGOMETRINE, ERGOSINE, ERGOTAMINE.

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 393.4 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistema nervoso

Mecanismos celulares
• Inibição dos receptores alfa e beta adrenérgicos
• Redução da taxa sérica de prolactina

Efeitos fisiológicos
• Estimulação dos músculos lisos
• Necrose gordurosa
• Queda brusca do fluxo sanguíneo

Sintomas
Redução da ingestão alimentar, hiperexcitabilidade, gangrena das extremidades e distúrbios reprodutivos.


Agalaxia, alta mortalidade de leitões, necroses, gangrenas e distúrbios reprodutivos.


Inchaço dos pés e claudicação, diarreias, hipersalivação, sede intensa e tremores severos.


Redução do crescimento e da taxa de postura, alta mortalidade de pintinhos, gangrena da crista, língua e bico, além de fezes líquidas.

  • A maioria dos alcaloides do ergot possui efeitos semelhantes, porém com toxicidade variável.
  • Em caso de presença de ergot nos cereais, a limpeza dos grãos é importante. Uma boa qualidade de ventilação permite reduzir o nível de contaminação por alcaloides do ergot.
  • O ergot foi responsável por efeitos alucinógenos em humanos entre os séculos VIII e XVI, através do consumo de pão de centeio contaminado. Esse fenômeno era conhecido como “Fogo de Santo Antônio”.
  • O LSD é derivado de um alcaloide do ergot: o ácido lisérgico.

LES MYCOTOXINES D’ALTERNARIA

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DAS MICOTOXINAS

Estrutura do ácido tenuazônico

FUNGOS PRODUTORES

Alternaria alternata
Alternaria solani
Pyricularia oryzae
Phoma sorghina
Alternaria tenuissima

MICOTOXINAS

Ácido tenuazônico (TeA)
Alternariol
Alternariol monometil éter
Tentoxina
Altertoxinas (I, II e III)
Stemfiltoxina III
Altenuena
Toxinas de Alternaria alternata
Toxinas de F. splycopersici

DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento ideal de Alternaria entre 18 e 25 °C.
Produção ideal de toxinas a 25 °C.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Sorgo, trigo, cevada, aveia, arroz, milho, tabaco, maçã, melão, tangerina, oliva, pimenta, tomate, canola e girassol.

REGIÕES GEOGRÁFICAS AFETADAS

América do Norte ………………Frequente
América do Sul …………………Frequente
Europa – Rússia ………………..Frequente
África – Oriente Médio ………..Pontual
Ásia do Norte …………………..Pontual
Sudeste Asiático ………………..Pontual


  • Os esporos desses fungos são conhecidos por serem altamente alergênicos quando inalados.

  • As espécies de Alternaria são necrotróficas e estão frequentemente presentes em matéria orgânica morta.

ACIDE TENUAZONIQUE

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DAS MICOTOXINAS

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 167.3 ± 3.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Fígado e rins

Mecanismos celulares
• Inibição da atividade dos ribossomos
• Inibição do metabolismo lipídico (exemplo: esfinganina no fígado)
• Morte das células renais

Efeitos fisiológicos
• Aumento das hemorragias internas
• Necrose do fígado e dos rins

Sintomas
Distúrbios nervosos e intestinais, hipersalivação, vômitos e anorexia.

Alteração do índice de conversão alimentar, baixo crescimento.

Baixo aproveitamento da ração, redução da produtividade.

Alteração do índice de conversão alimentar, baixo crescimento.

  • O ácido tenuazônico é mais tóxico que o alternariol, o alternariol monometil éter e a altenuena.
  • O ácido tenuazônico é considerado duas vezes menos tóxico que o DON.

ACIDE CYCLOPIAZONIQUE

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DAS MICOTOXINAS

FUNGOS PRODUTORES

Aspergillus flavus
Aspergillus tamarii
Aspergillus versicolor
Penicillium camembertii
Penicillium cyclopium

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 235.9 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistema digestivo e rins

Mecanismos celulares
• Inibição da assimilação de cálcio e outros cátions por quelação

Efeitos fisiológicos
• Alteração do ciclo de contração/relaxamento muscular
• Necrose digestiva

Sintomas
Redução da ingestão alimentar, diminuição da atividade muscular, ptose das pálpebras por paralisia do músculo levantador, distúrbios nervosos e postura prostrada.

DESENVOLVIMENTO

Maturação lenta das cepas produtoras a 25 °C e muito lenta a 4 °C e 13 °C.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polar, com movimentos eletrônicos em duas regiões,
não ionizável, rígida e relativamente plana.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Diversas matérias-primas, especialmente milho e amendoim.

TOXICIDADE

Pouco tóxica.


Inatividade, anorexia, pelagem áspera e diarreias.


Redução da ingestão alimentar e piora da condição corporal.


Inflamação do sistema digestivo, hemorragias e má qualidade da casca dos ovos.


  • O ácido ciclopiazônico inibe o metabolismo da AFB1.

  • O ácido ciclopiazônico está presente em co-contaminação com as aflatoxinas.

  • A transferência do ácido ciclopiazônico para ovos e carne é possível.

CITRININE

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DAS MICOTOXINAS

FUNGOS PRODUTORES

Penicillium citrinum
Penicillium verrucosum
Penicillium expansum
Aspergillus
Monascus

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 181.5 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Rins

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de RNAr, DNA e proteínas
• Inibição da proliferação de linfócitos (células imunológicas)
• Estresse oxidativo

Efeitos fisiológicos
• Necrose das células epiteliais dos rins
• Lesões hepáticas por infiltração lipídica
• Vasodilatação
• Aumento do tônus muscular
• Imunodepressão

Sintomas
Aumento do consumo de água, diarreias, baixa eficácia vacinal e maior sensibilidade a infecções.

DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento ideal de P. expansum a 25 °C.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polar, com importantes deslocamentos eletrônicos,
ionizável, rígida e relativamente plana.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Arroz, milho, cevada, aveia, centeio, trigo, nozes, amendoim e girassol.

TOXICIDADE

Pouco tóxica.


Lesões renais, aumento do volume urinário excretado (até 2,5 vezes).


Prurido, febre e hemorragias, nascimento de bezerros com malformação bucal.


Malformação das extremidades, malformação do cérebro e dos olhos, aumento do consumo de água e fezes líquidas.


  • A citrinina, assim como a OTA, é suspeita de ser um dos fatores envolvidos nas nefropatias suína e aviária.

  • A citrinina frequentemente está presente simultaneamente com a OTA.

  • O tratamento térmico decompõe a citrinina em citrinina H1 (maior citotoxicidade) ou citrinina H2 (menor citotoxicidade).

PATULINE

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DAS MICOTOXINAS

FUNGOS PRODUTORES

Aspergillus clavatus
Aspergillus terreus
Penicillium expansum
Penicillium claviforme
Penicillium roquefortii

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 101.3 ± 5.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Sistema nervoso

Mecanismos celulares
• Interação com proteínas de biotransformação
• Inibição indireta de enzimas
• Inibição da síntese de DNA
• Estresse oxidativo

Efeitos fisiológicos
• Nefropatia
• Neurotoxicidade
• Vasodilatação
• Hemorragias cerebrais e pulmonares

Sintomas
Agitação, convulsões associadas à congestão pulmonar com ulceração e distúrbios digestivos, além de redução da ingestão alimentar.

DESENVOLVIMENTO

A produção de patulina por Aspergillus e Penicillium
é ideal entre 20 e 25 °C.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polar, com importantes deslocamentos eletrônicos,
ionizável, rígida e relativamente plana.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Maçã e forragens (raramente).


Redução da digestão de fibras, efeito negativo sobre a produção de ácidos graxos voláteis e sobre a síntese de proteínas microbianas.


  • A patulina está sujeita a regulamentações rigorosas para produtos à base de maçã.

  • A exposição dos animais de produção à patulina é baixa devido ao seu desenvolvimento ocorrer principalmente em maçãs.

STERIGMATOCYSTINE

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DAS MICOTOXINAS

FUNGOS PRODUTORES

Aspergillus versicolor
Aspergillus nidulans
Aspergillus flavus
Aspergillus parasiticus
Emericella
Chaetomium
Botryotrichum
Humicola

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 214.7 ± 3.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Fígado e sistema imunológico

Mecanismos celulares
• Inibição da síntese de DNA e RNA
• Redução da atividade das enzimas digestivas
• Redução da atividade dos linfócitos (células imunológicas)

Efeitos fisiológicos
• Hepatotoxicidade
• Redução da digestão de lipídios
• Redução das funções renais
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, redução da ingestão alimentar e diminuição da eficiência alimentar.

DESENVOLVIMENTO

Produção ideal de toxinas por A. versicolor entre 23 e 29 °C,
mesmo em ambientes com baixa umidade.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polar, com importantes deslocamentos eletrônicos,
não ionizável, rígida e relativamente plana.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Cereais, café verde, especiarias, nozes, cerveja e queijo
(na superfície, em caso de alteração fúngica durante a maturação e armazenamento).

TOXICIDADE

Efeitos semelhantes à AFB1, porém com menor toxicidade.


Distúrbios hepáticos, agalaxia e abortos.


Aumento das células somáticas e contaminação do leite.


Redução da produção de ovos, problemas nas patas e embriotoxicidade.


  • A STC é considerada o precursor biossintético da aflatoxina.

  • A STC é classificada como carcinogênica do grupo 2B pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC/CIRC).

  • A STC possui potencial carcinogênico aproximadamente três vezes menor que a AFB1.

  • A O-metilesterigmatocistina é o precursor direto da AFB1 e da AFG1.

MONILIFORMINE

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DAS MICOTOXINAS

A beauvericina, as eniatinas e a moniliformina são micotoxinas emergentes.
Como a documentação científica ainda é muito recente, nem todos os dados estão disponíveis,
principalmente os relacionados aos animais de produção.

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium proliferatum
Fusarium oxysporum

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 52.2 ± 3.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Coração

Mecanismos celulares
• Perturbação da conversão do piruvato em acetil-CoA

Efeitos fisiológicos
• Perturbação da respiração celular
• Aumento do tamanho do coração
• Hemorragias no coração, fígado, rins e músculos
• Imunodepressão

Sintomas
Baixa eficácia vacinal, maior sensibilidade a infecções, fraqueza muscular e distúrbios respiratórios e cardíacos.

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Polar, não ionizável, rígida, plana e uma das menores micotoxinas.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, trigo, cevada, centeio, triticale, aveia, arroz, sorgo, pimenta, linhaça, soja e milheto.


Problemas cardíacos, redução do crescimento e alta mortalidade.


  • O vison parece ser um dos mamíferos mais sensíveis à MON.

BEAUVERICINE

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DAS MICOTOXINAS

A beauvericina, as eniatinas e a moniliformina são micotoxinas emergentes.
Como a documentação científica ainda é muito recente, nem todos os dados estão disponíveis,
principalmente os relacionados aos animais de produção.

FUNGOS PRODUTORES

Beauveria bassiana
Fusarium
Paecilomyces
Polyporus
Isaria

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 695.8 ± 3.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Alvo
• Coração

Mecanismos celulares
• Inibidor da colesterol-aciltransferase
• Possível indução de morte celular e fragmentação do DNA

Efeitos fisiológicos
• Diminuição da força de contração cardíaca
• Diminuição da frequência dos batimentos cardíacos espontâneos

Sintomas
Distúrbios respiratórios

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polar, com possíveis deslocamentos eletrônicos, não ionizável,
flexível e molécula de grande tamanho.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Milho, trigo, cevada, aveia e centeio.


  • A BEA possui uma estrutura semelhante às eniatinas.

  • A BEA possui propriedades antibacterianas, antifúngicas, antivirais, antitumorais e inseticidas.

ENNIATINES

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DAS MICOTOXINAS

A beauvericina, as eniatinas e a moniliformina são micotoxinas emergentes.
Como a documentação científica ainda é muito recente, nem todos os dados estão disponíveis,
principalmente os relacionados aos animais de produção.

FUNGOS PRODUTORES

Fusarium sambucinum
Fusarium oxysporum
Fusarium avenaceum
Fusarium tricinctum
Fusarium culmorum
Fusarium poae
Fusarium lateritium
Fusarium scirpi
Fusarium torulosum
Verticillium hemipterigenum
Halosarpheia
Alternaria

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Volume molar: 666.7 ± 3.0 cm³

EFEITOS NOS ANIMAIS

Mecanismos celulares
• Distúrbios homeostáticos
• Citotoxicidade

Efeitos fisiológicos
• Distúrbios hepáticos

CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS

Moderadamente polares, com possíveis deslocamentos eletrônicos, não ionizáveis,
flexíveis e moléculas de grande tamanho.

MATÉRIAS-PRIMAS AFETADAS

Cevada, aveia, trigo e centeio.


  • Cepas produtoras de eniatinas foram isoladas de diferentes fontes,
    como folhas de nogueira e espinhos de abeto-bálsamo.

  • A citotoxicidade das eniatinas apresenta interesse em terapias humanas e veterinárias.